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·      O dízimo veio lá trás com Abraão, pelo menos 400 anos antes da lei mosaica.

·      Gn 14: 12-17, Abraão tinha vencido uma grande batalha contra alguns reis e tomou um enorme despojo.

·      Qual seria a explicação? Um homem pacato do campo vencer os quatro reis mais belicosos na guerra e não sofrer nenhuma baixa?

Gn 14:18  E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. 19  E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; 20  e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.

·      Melquizedeque era o representante legal de Deus na terra naquele tempo, e ele abençoou a Abraão. E como Abraão respondeu?

·      Abraão lhe deu o dízimo de todos os despojos naquela vitória.

·      É fundamental entendermos que Abraão é apresentado no novo testamento como Pai e padrão para todos os subseqüentes crentes, aqueles que seriam justificadas pela fé.

Rm 4:11  E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada), 12  e fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão.

       

       Para sermos filhos de Abraão precisamos andar nas suas pegadas de fé.

·      Isto inclui manejarmos o nosso dinheiro como Abraão manejou o seu.

Rom 4:16  Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé de Abraão, o qual é pai de todos nós.

·      Então Abraão é o nosso Pai quando andamos nos seus passos de fé.

·      Se desenvolvemos o mesmo tipo de fé que ele tinha DEVEMOS reconhecer que os nossos bens materiais e finanças pertencem a Deus.

·      Abraão praticou o dizimo como um principio de fé, e não como exigência da LEI.

·      Vamos considerar agora a Jacó, neto de Abraão.

·      Jacó se tornou um fugitivo porque enganou o seu Pai, recebendo a benção da primogenitura negociada com o seu irmão Esaú.

·      Jacó se tornou odiado e jurado de morte pelo irmão.

·      Então deixou a terra da promessa e foi atrás da sua fortuna na Mesopotâmia.

·      Quando ele partiu, tudo que tinha em suas mãos era um bordão. Então ele fez um voto:

Gn 28:20  E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir, 21  e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus; 22  e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

·      Novamente achamos o princípio do dízimo.

·      Em suma, Jacó disse: esta é a base do meu relacionamento com Deus.

·      Deus supre as minhas necessidades e eu devolvo a Ele o dízimo de tudo que Ele supre.

·      Jacó teve a sua prosperidade resistida por Labão.

·      Mas Jacó tinha erigido um altar e feito um voto.

·      Labão chegou a mudar o salário de Jacó por dez vezes.

·      Qual era o seu objetivo? Prosperar explorando o potencial de Jacó.

·      Por mais que Labão se esforçou e manipulou, a verdade é que Jacó ficou rico e Labão pobre. O rebanho de Labão foi transferido para Jacó.

·      Tudo isto se deu ao fato que a vida financeira de Jacó estava associada ao Reino de Deus.

·      Na verdade, até então, não havia menção de Jacó ter dizimado.

·      Ele estava amarrado em Deus por um voto.

·      Vinte anos depois lemos o testemunho de Jacó:

Gn 32:9 Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó SENHOR, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e far-te-ei bem; 10  menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão e, agora, me tornei em dois bandos.

·      Jacó tinha uma tremenda riqueza, uma família muito grande, e todas as suas necessidades tinham sido supridas. Por qual razão? Um voto.

·      Ele veio com apenas o seu bordão e voltou com grande abundancia.

·      A chave é que é que ele prometeu separar a décima parte do que Deus providenciou para ele.

·      Quando ele volta para a casa dos pais, foi a hora do acerto de contas... com DEUS e com o seu irmão Esaú.

·      Antes do seu encontro com DEUS no vale do Jaboque, Jacó enviou a sua oferta (Dizimo) para aplacar a ira do irmão, pelas mãos das esposas e filhos.

·      Qual foi o resultado? Ele viu DEUS face a face...

·      Deus não só mudou o seu nome, de Jacó para Israel. Mas mudou o seu nome no coração de Esaú seu irmão.

·      Jacó chega mancando, marcado pelo seu encontro, diante de Esaú, armado até os dentes, acompanhado de um exercito de 400 homens.

·      Houve vingança? Não. Se abraçaram, choraram e se reconciliaram!

·      Generosidade abrindo os céus e selando uma das historias bíblicas mais impressionantes de reconciliação.

·      Achamos o dízimo antes da lei de Moisés, simplesmente porque o dízimo pertence a Deus e o devolvemos por fé.

·      O dizimo então se tornou num principio de fé para Israel como nação:

Lv 27:30  Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do SENHOR; santas são ao SENHOR. 31 Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará o seu quinto sobre ela. 32  No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR.

·      Todo dízimo é santo ao Senhor.

Dt 14:22 Certamente darás os dízimos de toda a novidade da tua semente, que cada ano se recolher do campo.

·      Muitos crentes não estão conscientes deste fato, mas no Novo testamento o dízimo reaparece no sacerdócio de Jesus.

Hb 6: 19 a qual temos como âncora da alma segura e firme e que penetra até ao interior do véu, 20 onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.

·      O sacerdócio de JESUS não era levítico. Ele é o Leão da tribo de Judá!

·      Então Jesus é o nosso Sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque.

Hb 7:4  Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. 5  E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham descendido de Abraão. 6  Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles tomou dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. 7  Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. 8  E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.

·      O sacerdócio de Melquizedeque é um sacerdócio eterno porque aquele que está neste sacerdócio nunca morre.

·      Jesus eternizou o sacerdócio de Melquizedeque.

·      O escritor declara que Jesus vive para sempre como sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque.

·      E no seu sacerdócio ele recebe o dízimo do seu povo.

·      Podemos concluir então que o dízimo tem uma continuidade histórica de Abraão em diante: De Abraão para Jacó, depois para a nação de Israel e então para o ministério de Jesus como nosso sumo sacerdote.

·      Quando separamos o nosso dízimo e o oferecemos a Jesus, estamos na verdade reconhecendo Jesus como nosso sumo sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque.

·      Esta é uma forma pratica e bíblica onde podemos honrar a Ele e reconhecê-lo como nosso sumo sacerdote.

Conclusão:

Ora, aquele que dá semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça. 2 Co 9:10

·      Precisamos discernir a diferença entre semente e pão.

·      Nunca deveríamos comer a semente ou tentar plantar o que é pão.

·      O dizimo é um principio básico de fé e prosperidade.

·      Semear e colher é um exercício espiritual que faz a nossa fé crescer. Obediência constrói a fé, desobediência destrói a fé, simples assim.

·      Importante: o fundamento da sua provisão e prosperidade não é o dizimo, é a CRUZ.

Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis. 2 Co 8:9

·      Mas existe uma cultura de generosidade no Reino, onde a lição básica é o dizimo.

·      E uma vez supridos como filhos, lembre-se: o mínimo de tudo que DEUS lhe deu para você chamar de semente são os 10%.

·      Seja generoso... Porque Deus ama ao que dá com alegria.

Reflexão – material para a célula

1. Você tem alguma experiência de fé relacionada ao dizimo? Se sim compartilhe.