Mensagem em áudio Agenda

 

(LV 23:34) -  Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao SENHOR por sete dias...(LV 23:39) -  Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. 40 E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus por sete dias. 41 E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. 42 Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; 43 Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

·       O nome Sucá significa, literalmente, cabana, e SUCOTE é o plural, cabanas. É essencialmente um tempo de apresentarmos os frutos.

(DT 16:15 - 17) -  Sete dias celebrarás a festa ao SENHOR teu Deus, no lugar que o SENHOR escolher; porque o SENHOR teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo o trabalho das tuas mãos; por isso certamente te alegrarás. Três vezes no ano todo o homem entre ti aparecerá perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR; Cada um, conforme ao dom da sua mão, conforme a bênção do SENHOR teu Deus, que lhe tiver dado.

PRINCÍPIOS SOBRE A FESTA DOS TABERNÁCULOS OU DAS CABANAS

1. Deus conosco. O Deus vivo entre nós

·       Isto aponta para a Encarnação; o CRIADOR se fazendo criatura, se identificando conosco. Ele sentiu na pele as provas e tentações que você enfrenta hoje.

(JO 1:14) -  E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

·       A palavra no original não é habitou, mas "tabernaculou" entre nós. Isto demonstra que Jesus é o "Deus conosco", ou seja, EMANUEL. Por este motivo, temos visto os estudiosos afirmarem que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, mas durante a Festa dos Tabernáculos. Isto é óbvio, se pensarmos que no dia em que Jesus nasceu, "pastores... guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite"(Lc 2:8). Se fosse na noite de 24 ou 25 de dezembro, isto não seria possível, devido ao frio que faz naquela região nessa época. Pode-se provar que Jesus nasceu em setembro ou outubro, tomando por referencia a data do nascimento de João Batista que nasceu 6 meses antes de Jesus (Lc 1:36), e considerarmos que Zacarias, pai de João, era do turno de Abias (Lc 1:5). Verificando-se a época em que esse turno funcionava no tabernáculo, conclui-se que (I Cr 24:10), somando-se o tempo necessário para o nascimento de Jesus cairá durante a Festa dos Tabernáculos.

2. Deus se faz presente para demonstrar a sua fidelidade

·       Isso nos faz lembrar o cuidado de Deus para conosco e que mesmo em meio às provações há provisão, livramento, proteção, apesar da fragilidade da nossa vidaDurante os quarenta anos de peregrinação do povo de Israel não lhes faltou coisa alguma, quer no sentido material, quer no sentido espiritual.

·       A provisão material abrangia duas áreas principais: a provisão da alimentação em meio a um deserto e a manutenção daquilo que eles já tinham quando saíram do Egito.

·       Levando-se em consideração que os que saíram do Egito foram 600.000 (seiscentos mil homens) e fazendo-se uma média de quatro (4) pessoas por família - o que é pouco para os orientais, que costumam ter famílias numerosas, teremos um total aproximado de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil pessoas) no deserto.

·       Quando se fez necessário Deus abriu rochas e fez que delas brotassem fontes de água e até mesmo fez "chover" carne do céu, enviando ao povo codornizes para que eles pudessem ter seu suprimento de proteínas adequado para a viagem.

·       Mas o mais impressionante disso é o maná. Está escrito que Deus deu ao povo "pão dos anjos" (Sl 78.25) para comer!

(SL 78:23 - 29) -  Ainda que mandara às altas nuvens, e abriu as portas dos céus, E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu.  O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar. Fez soprar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força.  E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.  E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.  Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo.

·       Imagino o que deve ter acontecido. Os próprios anjos levavam este "pão" para alimentar ao povo!

·       Os calçados e as roupas não envelheceram nem se desgastaram durante os anos de peregrinação.

·       Temos aqui duas hipóteses: a primeira é a de que Deus "conservou" as roupas e calçados do povo de Israel de forma a não se desgastarem. A segunda é de que além disso, as roupas e calçados "cresceram" com o povo, pois na época da saída do Egito muitas crianças e jovens saíram no meio do povo, e eles cresceram e se desenvolveram durante aqueles quarenta anos de caminhada!

·       Provisão para o corpo e no corpo

·        Havia uma nuvem durante o dia que cobria todo o povo, evitando assim que o calor do sol os fizesse perecer no deserto. Era a extensão do Tabernáculo de Moisés sobre todo povo no deserto!

·       E havia uma "coluna de fogo" que guarnecia o povo a noite (em hebraico, literalmente "algo que se punha em pé"), O GUARDA DE ISRAEL. 

·       Lembrando-nos de que quando chegam os momentos "obscuros e tenebrosos" da vida (ou como diz Davi: "Ainda que eu andasse pelo vale da sobra da morte não temeria mal algum, porque Tu estás comigo" Sl 23.4)

3. Tabernáculos fala da resistência de Israel e da Igreja

·       O poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

·       As cabanas eram frágeis, mas independente disso o povo viveu por quarenta anos no deserto sob a proteção de Deus. A Suká nos lembra que somos algo temporário, passageiro, mostrando nossa fragilidade vivendo por fé neste mundo. Somos peregrinos ...

·       Apesar de toda a violência e do pecado do mundo; apesar de toda resistência que recebemos dos nossos opositores e das forças malígnas, continuamos de pé, como a suká. 

·       As portas do inferno não prevalecerão contra a IGREJA do DEUS vivo! A suká para o povo de Israel representa a resistência do povo judeu frente a rejeição e a perseguição. Somos mais do que vencedores por meio daquele que nos amou!

4. Tabernáculos é um sinal profético

Jo 14:1Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. 3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. 4 E para onde eu vou vós conheceis o caminho.

·       Que promessa maravilhosa! Tabernáculos aponta para a glória da ressurreição! A nossa habitação nos céus, aponta para um corpo glorioso, conforme o corpo glorioso do nosso Salvador e Messias!

Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o SENHOR JESUS CRISTO, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. Fil 3:20, 21

Hag Sameach Sukot !  (Feliz festa dos Tabernáculos!)